terça-feira, 27 de novembro de 2007

Desatino

Esse desatino tem nome
É Aurora do que já foi
É Aurora do que já é
É Aurora de todo o dia

Da favela, Aurora geme
Aurora treme
A falta de prato
A falta de tato

Do dono, o dono da favela
Que é o tolo,
O tolo político da engorda
Que engorda com aquilo que rouba

Da Aurora, que já não tinha nada
Do filho da Aurora, que já não tem futuro
Porque é filho da política desgraçada
Que mora mora mora privilegiada

Dela, só sai asco
Só sai fel
Nada de prudente
Pois só fabrica indigentes

De piolho na cabeça,
De futuro sem sorte,em desatino
De certidão sem nome
De favelas entulhadas de Auroras.