Ela é cotidiana.
Quando menos percebo,
está ali, do meu lado.
Não tento mais evitá-la.
Por muitas vezes,
me faz um bem danado.
Porque, ao menos,
o motivo da falta
vive na lembrança.
Mas traz uma saudade...
Nunca pensei que
a ausência das pessoas
que a gente ama
pudesse impactar tanto.
Mas é preciso conviver,
é necessário tentar entendê-la.
E isso é difícil,
cotidianamente difícil.
As palavras me atraem. Nelas e em alguns olhares, vejo sentido para o prazer e para o conhecimento...
domingo, 13 de dezembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Apelo
Se o grito fosse meu,
emprestaria a quem o pedisse.
Gritos de angústia ardem
como mãos no gelo trêmulo...
emprestaria a quem o pedisse.
Gritos de angústia ardem
como mãos no gelo trêmulo...
domingo, 12 de julho de 2009
Anestesia
Perda total ou parcial da sensibilidade
O olhar é anestésico
Cego, não quer que o veja
Apenas quer ver de um mesmo ponto
Ponto fixo, imóvel, insensível
Onde está ela?
A visão que não enxerga
Não reage diante da cor
Deixa o corpo como que morto
É a vida sob remédio, preta & branca
Tentando recuperar as emoções
É o efeito da anestesia, de novo, mais uma vez.
O olhar é anestésico
Cego, não quer que o veja
Apenas quer ver de um mesmo ponto
Ponto fixo, imóvel, insensível
Onde está ela?
A visão que não enxerga
Não reage diante da cor
Deixa o corpo como que morto
É a vida sob remédio, preta & branca
Tentando recuperar as emoções
É o efeito da anestesia, de novo, mais uma vez.
domingo, 22 de março de 2009
Lanterna dos sonhos

Os braços elaboram a dança que o coração renuncia.
É a memória de um dorso que não vem mais.
De uma dor que não reage mais.
Não precisa de dizeres.
A vida ressoa em silêncio.
Não precisa de movimentos.
A vida pede calma.
É hora de dormir.
De abraçar o corpo dos sonhos.
De alimentar os pensamentos com a ternura
Que prospera no peito.
É hora de acender a lanterna e lembrar.
Crédito da foto: Tatiana Cavagnolli
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