Bateu saudade
Retornei
Não lembrava mais
Das palavras mágicas
Só de você.
blogdavan
As palavras me atraem. Nelas e em alguns olhares, vejo sentido para o prazer e para o conhecimento...
domingo, 6 de julho de 2014
domingo, 15 de janeiro de 2012
Minhas crônicas no Pioneiro como interina neste mês
Minhas crônicas no Pioneiro como interina neste mês (jan/2012). A escritora Maria Helena Balen carinhosamente me convidou para escrever durante suas férias. Confira:
- Celebrar: http://migre.me/7y4QA
- Sinais da terra: http://migre.me/7y4Lz
- Celebrar: http://migre.me/7y4QA
- Sinais da terra: http://migre.me/7y4Lz
sábado, 14 de janeiro de 2012
Beleza às margens
Alguns cliques da viagem que fiz recentemente com meu amor Dê e minha mãe Helena por Curitiba (PR). O objetivo era visitar parentes, mas não deu para resistir. Conhecer alguns pontos turísticos e curtir as paisagens que a estrada oferece tornaram-se ações inevitáveis e cheias de prazer...
(Crédito das imagens: 1ª e 2ª fotos (BR-153): Vania Marta Espeiorin; 3ª e 4ª fotos (Jardim Botânico de Curitiba): Denilton Martins Silva; e 5ª foto (J. Botânico de Curitiba): Adriana Wilke)
(Crédito das imagens: 1ª e 2ª fotos (BR-153): Vania Marta Espeiorin; 3ª e 4ª fotos (Jardim Botânico de Curitiba): Denilton Martins Silva; e 5ª foto (J. Botânico de Curitiba): Adriana Wilke)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Quanto tempo
Quanto tempo não passo por aqui.
Senti saudade. Por isso, voltei.
Sempre quando sinto falta de algo, volto.
E não tenho medo de voltar.
Como não tenho medo de pedir perdão...
Quando erro.
Quando lanço mágoas aos olhos de quem não merece.
Quando falo o que não deveria sequer pensar.
Volto sem remorsos...
E tento recolher um pouquinho do minuto perdido.
Consertar a palavra torta.
Viver a saudade que estava adormecida...
No tempo que nunca mais é o mesmo...
Senti saudade. Por isso, voltei.
Sempre quando sinto falta de algo, volto.
E não tenho medo de voltar.
Como não tenho medo de pedir perdão...
Quando erro.
Quando lanço mágoas aos olhos de quem não merece.
Quando falo o que não deveria sequer pensar.
Volto sem remorsos...
E tento recolher um pouquinho do minuto perdido.
Consertar a palavra torta.
Viver a saudade que estava adormecida...
No tempo que nunca mais é o mesmo...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Quanto tempo ainda temos?
Não precisamos de “olhos gigantes” para ver que um dia é insuficiente para a avalanche de compromissos que temos a cumprir, cotidianamente, nos últimos tempos.
Em boa parte das vezes, eles chegam sem serem convidados e se transformam em tarefas, em trabalho, em exigência. E, pior: nem são tributados... Acabamos fazendo-os gratuitamente.
Cruzes!!! O mundo enlouqueceu e estamos enlouquecendo com ele: muito trabalho e pouco salário.
Não!!! Pensando bem, acho que somos nós que estamos enlouquecendo o mundo.
Doses de loucura e inovações a toda esquina. E a gente vai arrecadando uma a uma. Sem limites, sem controle, sem receituário.
Onde esse destempero vai parar? Não sabemos. Só sabemos que o dia de amanhã será pequeno demais para tudo o que temos a fazer, a ler, a analisar, a assistir, a curtir, a escrever, a somar, a sentir, a criar e a amar.
Então, necessitamos mais tempo? Ou será que deveríamos respeitar mais o tempo que dispomos?
Em boa parte das vezes, eles chegam sem serem convidados e se transformam em tarefas, em trabalho, em exigência. E, pior: nem são tributados... Acabamos fazendo-os gratuitamente.
Cruzes!!! O mundo enlouqueceu e estamos enlouquecendo com ele: muito trabalho e pouco salário.
Não!!! Pensando bem, acho que somos nós que estamos enlouquecendo o mundo.
Doses de loucura e inovações a toda esquina. E a gente vai arrecadando uma a uma. Sem limites, sem controle, sem receituário.
Onde esse destempero vai parar? Não sabemos. Só sabemos que o dia de amanhã será pequeno demais para tudo o que temos a fazer, a ler, a analisar, a assistir, a curtir, a escrever, a somar, a sentir, a criar e a amar.
Então, necessitamos mais tempo? Ou será que deveríamos respeitar mais o tempo que dispomos?
domingo, 10 de abril de 2011
Este poema de Manoel de Barros é algo sem explicação! Por isso, deve ser partilhado:
Sobre importâncias
Uma rã se achava importante
Porque o rio passava nas suas margens.
O rio não teria grande importância para a rã
Porque era o rio que estava ao pé dela.
Pois pois.
Para um artista aquele ramo de luz sobre uma lata
desterrada no canto de uma rua, talvez para um
fotógrafo, aquele pingo de sol na lata seja mais
importante do que o esplendor do sol nos oceanos.
Pois Pois.
Em Roma, o que mais me chamou atenção foi um
prédio que ficava em frente das pombas.
O prédio era de estilo bizantino do século IX.
Colosso!
Mas eu achei as pombas mais importantes do que o
prédio.
Agora, hoje, eu vi um sabiá pousado na Cordilheira
dos Andes.
Achei o sabiá mais importante do que a Cordilheira
dos Andes.
O pessoal falou: seu olhar é distorcido.
Eu, por certo, não saberei medir a importância das
coisas: alguém sabe?
Eu só queria construir nadeiras para botar nas
minhas palavras.
(extraído da obra "Tratado geral das grandezas do ínfimo", 2001, p. 35)
Uma rã se achava importante
Porque o rio passava nas suas margens.
O rio não teria grande importância para a rã
Porque era o rio que estava ao pé dela.
Pois pois.
Para um artista aquele ramo de luz sobre uma lata
desterrada no canto de uma rua, talvez para um
fotógrafo, aquele pingo de sol na lata seja mais
importante do que o esplendor do sol nos oceanos.
Pois Pois.
Em Roma, o que mais me chamou atenção foi um
prédio que ficava em frente das pombas.
O prédio era de estilo bizantino do século IX.
Colosso!
Mas eu achei as pombas mais importantes do que o
prédio.
Agora, hoje, eu vi um sabiá pousado na Cordilheira
dos Andes.
Achei o sabiá mais importante do que a Cordilheira
dos Andes.
O pessoal falou: seu olhar é distorcido.
Eu, por certo, não saberei medir a importância das
coisas: alguém sabe?
Eu só queria construir nadeiras para botar nas
minhas palavras.
(extraído da obra "Tratado geral das grandezas do ínfimo", 2001, p. 35)
terça-feira, 5 de abril de 2011
Minha bandeira lilás
Meu namorado diz que sou feminista. E sou. Mas minha luta não é de bandeira estendida e à mostra a plateias. Minha bandeira é cotidianamente empunhada nas pequenas ações e percepções. Vejo que as mãos femininas avançaram muitas casas. Elas regem este meu país. Mas, ainda estão longe de percorrerem mais espaços e de receberem o justo salário e o devido respeito quando é hora de decidir.
Devo dizer que observo avanços. Pontos para as guerreiras que exibem a bandeira na cor lilás bem ao alto. Mas também percebo que, por vezes e involuntariamente, reproduzimos atitudes que priorizam a inclusão masculina. Não que isso seja planejado. Pelo contrário. Está ainda impregnado na nossa cultura. Para ilustrar, cito dois exemplos.
Outro dia, meu irmão se interessou por um curso de mestrado numa instituição de ensino da região. Decidiu, então, dar uma olhada na nominata de professores escalados. Para sua surpresa, a lista continha só homens. Arrisco novamente a dizer que isso não foi arquitetado, claro que não. A questão de debate, repito, está no fato de que nossas escolhas costumeiras priorizam os homens.
Mais um exemplo: na lista de 21 pastas/secretarias que aparecem no site do atual governo gaúcho, apenas quatro são comandadas por mulheres (14%). E, se subirmos na escada do poder político, a presença feminina no Senado e na Câmara Federal fica na faixa de 10% ou nem isso, para nossa tristeza. Já no Planalto, a situação é um pouco mais animadora: entre 37 ministros, nove são mulheres, ou seja, cerca de 20%. Mesmo assim, não chega nos 30% da cota para mulheres que os partidos precisam respeitar.
Efetivamente, nossa representatividade política ainda é baixa, embora sejamos a maior fatia de eleitores. Em outros campos, também não estamos na linha de frente. Nossos salários na indústria correspondem a 55% do que ganha o público masculino, segundo levantamento recente divulgado pelo Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul.
Talvez esses cenários ainda desfavoráveis a elas, ou melhor, a nós, prevalecem porque na queda de braço por espaços, os homens "gritam" mais forte. E a barreira que existe está ainda pendida para um lado machista, embora apareça estampada de palavras e cores pró-feminismo.
Devo dizer que observo avanços. Pontos para as guerreiras que exibem a bandeira na cor lilás bem ao alto. Mas também percebo que, por vezes e involuntariamente, reproduzimos atitudes que priorizam a inclusão masculina. Não que isso seja planejado. Pelo contrário. Está ainda impregnado na nossa cultura. Para ilustrar, cito dois exemplos.
Outro dia, meu irmão se interessou por um curso de mestrado numa instituição de ensino da região. Decidiu, então, dar uma olhada na nominata de professores escalados. Para sua surpresa, a lista continha só homens. Arrisco novamente a dizer que isso não foi arquitetado, claro que não. A questão de debate, repito, está no fato de que nossas escolhas costumeiras priorizam os homens.
Mais um exemplo: na lista de 21 pastas/secretarias que aparecem no site do atual governo gaúcho, apenas quatro são comandadas por mulheres (14%). E, se subirmos na escada do poder político, a presença feminina no Senado e na Câmara Federal fica na faixa de 10% ou nem isso, para nossa tristeza. Já no Planalto, a situação é um pouco mais animadora: entre 37 ministros, nove são mulheres, ou seja, cerca de 20%. Mesmo assim, não chega nos 30% da cota para mulheres que os partidos precisam respeitar.
Efetivamente, nossa representatividade política ainda é baixa, embora sejamos a maior fatia de eleitores. Em outros campos, também não estamos na linha de frente. Nossos salários na indústria correspondem a 55% do que ganha o público masculino, segundo levantamento recente divulgado pelo Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul.
Talvez esses cenários ainda desfavoráveis a elas, ou melhor, a nós, prevalecem porque na queda de braço por espaços, os homens "gritam" mais forte. E a barreira que existe está ainda pendida para um lado machista, embora apareça estampada de palavras e cores pró-feminismo.
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