"O amor é a poesia dos sentidos. Ou é sublime, ou não existe. Quando existe, existe para sempre e vai crescendo dia a dia." Balzac
(OBS: minha amiga Tríssia passou por e-mail essa frase. Entendo válido compartilhar)
As palavras me atraem. Nelas e em alguns olhares, vejo sentido para o prazer e para o conhecimento...
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Roupa de dormir
Púrpura por excelência, tua majestade é alva. O vermelho-branco da paixão arde e suaviza, arde e suaviza. É frescor de água graciosa sobre a cama.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
A casa da tartaruga
A tartaruga mora próximo
do pântano dos sonhos
Fui lá visitá-la
e afundei na alegria
Sua casa é cheia de janelas
Há respiração por todo lado
São espaços para os fluídos
Os fluídos do amor passar
Na casa da tartaruga
Tudo passa devagar
Como espasmos permanentes,
a felicidade solta pum
O cheirinho é gostoso
São essências de carinho
que a mamãe tartaruga faz
questão de liberar.
do pântano dos sonhos
Fui lá visitá-la
e afundei na alegria
Sua casa é cheia de janelas
Há respiração por todo lado
São espaços para os fluídos
Os fluídos do amor passar
Na casa da tartaruga
Tudo passa devagar
Como espasmos permanentes,
a felicidade solta pum
O cheirinho é gostoso
São essências de carinho
que a mamãe tartaruga faz
questão de liberar.
Livre, solta
A folha desceu leve sobre a cômoda. Nada natural. A queda, mesmo que suave, atingiu artificialmente o coração do beija-flor. Ele namorava a rosa de cristal colocada num vaso disposto organizadamente sobre o móvel à base de mogno.
Não chegou a feri-lo. A dor pesou mais para o coração da folha. Solitária, ela se acomodou ao lado do vaso e ficou paradinha, quieta. Até que um sopro a colocou de volta para o ar. Foi se ela, na companhia do vento, livre, solta...
Não chegou a feri-lo. A dor pesou mais para o coração da folha. Solitária, ela se acomodou ao lado do vaso e ficou paradinha, quieta. Até que um sopro a colocou de volta para o ar. Foi se ela, na companhia do vento, livre, solta...
terça-feira, 8 de julho de 2008
Coração estarrecido
Apavorado, ele bate
Desajeitado, ele pára
Senteciado à morte
Insiste em lutar.
Veias frouxas
Elas já não conseguem
Levar adiante o elixir
Vermelho da vida.
Só conseguem testemunhar
O sopro de ressurreição
O sopro de advento
O sopro que o faz ter fé.
Desajeitado, ele pára
Senteciado à morte
Insiste em lutar.
Veias frouxas
Elas já não conseguem
Levar adiante o elixir
Vermelho da vida.
Só conseguem testemunhar
O sopro de ressurreição
O sopro de advento
O sopro que o faz ter fé.
domingo, 6 de julho de 2008
A estranheza do tempo
A areia escorre pelas mãos. A vida se esvai. Não há mais tempo. Não se tem mais tempo de consertar o erro do passado, de alimentar o pássaro que já voou. Não se tem mais forças de erguer o machado para arrancar o calor da lenha nem de fechar o frezzer para conter o frio da alma.
Este relógio engana. Está pifado. Este corpo estranha o que a mente criou e o que ainda sonha, deseja.
A contagem é regressiva. São poucos minutos disponíveis para o amadurecimento do coração. São poucos instantes para dizer obrigada, eu te amo.
Este relógio engana. Está pifado. Este corpo estranha o que a mente criou e o que ainda sonha, deseja.
A contagem é regressiva. São poucos minutos disponíveis para o amadurecimento do coração. São poucos instantes para dizer obrigada, eu te amo.
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