A folha desceu leve sobre a cômoda. Nada natural. A queda, mesmo que suave, atingiu artificialmente o coração do beija-flor. Ele namorava a rosa de cristal colocada num vaso disposto organizadamente sobre o móvel à base de mogno.
Não chegou a feri-lo. A dor pesou mais para o coração da folha. Solitária, ela se acomodou ao lado do vaso e ficou paradinha, quieta. Até que um sopro a colocou de volta para o ar. Foi se ela, na companhia do vento, livre, solta...
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