No coletivo, pego carona e embarco no amor ardente do casal de jovens.
Ele lhe oferece uma rosa e um chocolate.
Ela lhe dá um beijo, carinhos, reciprocidade.
Do coletivo, vejo o sorvete ser consumido como brincadeira.
Os quilos a mais dos dois irmãos tornam a cena interessante.
O pequeno mostra simpatia na expressão do rosto, a irmã no jeito de tratá-lo.
Todos se lambuzam com as sutilezas que a vida oferece.
Com as grandezas que a convivência proporciona.
Com a alegria que os pequenos gestos são capazes de dissipar.
As palavras me atraem. Nelas e em alguns olhares, vejo sentido para o prazer e para o conhecimento...
sábado, 26 de julho de 2008
Truque
O olhar escorrega dissimuladamente.
Quer ver mais, mais e mais.
Pode, claro que pode. Quem não quer?
A imagem refletida na parede esconde histórias.
Você está numa delas. Por isso quer ver.
Quer se ver num tempo em que a mão sabia tocar na sensualidade de seus sonhos.
Sabia espalmar a ruga suave que teimava aparecer.
Sabia pedir com volúpia um beijo na parte do coração em que mais sentia dor.
O olhar não é mais o mesmo.
Tem intensidade, mas é sem efeito.
Tem melodia, mas não toca mais como antes.
Tem memória, mas não sabe mais fazer truques para despistar a paixão e abocanhar o desejo.
Quer ver mais, mais e mais.
Pode, claro que pode. Quem não quer?
A imagem refletida na parede esconde histórias.
Você está numa delas. Por isso quer ver.
Quer se ver num tempo em que a mão sabia tocar na sensualidade de seus sonhos.
Sabia espalmar a ruga suave que teimava aparecer.
Sabia pedir com volúpia um beijo na parte do coração em que mais sentia dor.
O olhar não é mais o mesmo.
Tem intensidade, mas é sem efeito.
Tem melodia, mas não toca mais como antes.
Tem memória, mas não sabe mais fazer truques para despistar a paixão e abocanhar o desejo.
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