Que humanos estão nos nossos planos? Que tipo de homem/mulher queremos ajudar a educar? Meus professores de Licenciatura retomaram tais questionamentos que, imagino, permeiam o cotidiano de quem vive o mundo da educação. E é sobre eles que meus pensamentos estão debruçados nesta semana.
Por alguns momentos, recorro a Paulo Freire e penso num aluno protagonista e sujeito do processo educativo. Levo meus olhares a outras teorias com as quais simpatizo e vislumbro, para a educação, um presente/futuro indissociado das relações sociais (indivíduo-sociedade), na linha do que John Dewey sugere na obra Democracia e Educação.
Saio do ambiente mais filosófico da educação propriamente dita e retorno ao campo que gosto de estudar: o da leitura, mais pontualmente à leitura literária... Penso num aluno que consiga, com a mediação do professor, da escola e da família, passear pela arte e pelas palavras, extraindo ou pedindo emprestado a elas sentimentos e saberes que possam lhe auxiliar na compreensão de si, do outro e da vida como espaço de constantes aprendizados.
É no viés da humanização do saber e do ser que vejo a educação evoluir e se mostrar como processo permanente de partilha de conhecimentos entre homens/mulheres capazes de interagir com (e no) o mundo.