A mão não queria parar. Pensou, por instantes, que havia perdido o controle. E havia mesmo. A mão foi escorregando o corpo esguio como se já conhecesse o caminho, como se o território já tivesse por ela sido reconhecido. Mão insensata, escorrega desobediente. Não sabe bater à porta, por isso desliza sem rumo, desliza como intrusa. Desliza como devastadora.
E a mão não queria parar mesmo, pois o sentido estava correto, o prazer estava a contento, o desejo seguia na direção certeira. Mão audaciosa, avassaladora, insubstituível. Já conhecia o caminho. Curvas nada vistosas, mas suficientes para fazê-la delirar, sem controle, escorregando ao corpo.
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