Celebrar convida para o louvor. É palavra que salta do dicionário com exuberância. É verbo transitivo direto que pede um complemento de alegria, um brinde, que pede sua presença aqui e agora.
Quero, hoje, celebrar você. Nunca quis tanto...
O padre celebra a missa e a Deus, os jogadores e torcedores do Inter, o campeonato mundial de futebol, título que o Grêmio já comemora há alguns anos. Os pais celebram as conquistas dos filhos: o primeiro dente perdido, o primeiro passinho, a primeira apresentação artística na escola, o primeiro vestibular, o primeiro emprego...
Os filhos comemoram a felicidade dos pais. O casal de noivos, o início de uma vida a dois. A professora exalta as descobertas do aluno que já consegue rabiscar as letras do alfabeto.
Celebrar faz bem ao coração de quem felicita e de quem recebe as felicitações; de quem agradece sem pedir e de quem obtém a graça solicitada. A criança festeja com os amigos do bairro o presente recebido do Papai-Noel. O adulto celebra a formatura universitária, o carro novo, a casa própria, os planos futuros. As famílias celebram o nascimento do menino Jesus. Os reis magos também. É um novo período que surge, é uma outra fase que nasce ou renasce.
É tempo de Natal é tempo de Ano-novo. Quero, hoje, celebrar você. Nunca quis tanto...
Há quem exalte o silêncio, enquanto outros preferem agitação. Uma reza interior é um jeito de celebrar, uma música em volume alto é outro jeito de celebrar. O doente exulta o órgão ou o sangue recebido solidariamente de um doador. Os turistas fazem sua solenidade à beira-mar e os bombeiros comemoram a vida salva. Os comerciantes enaltecem o acréscimo nas vendas e os empresários, o aumento nos pedidos. Os trabalhadores celebram a vinda do 13° salário, das férias, dos prêmios-produção, das cestas com panetones, perus, champanhas e chocolates.
É tempo de Natal, é tempo de Ano-novo, é tempo de louvar, revisar e definir sonhos. Por isso, quero, hoje, celebrar e sonhar com você. Nunca quis tanto...(20/12/2005)
Nenhum comentário:
Postar um comentário