sábado, 10 de maio de 2008

Qual é a história de hoje?

Contar histórias e ouvi-las são recursos à disposição de todos. Lógico que certas pessoas apresentam maior habilidade ao executarem essas gostosas tarefas, mas todas de algum jeito sabem reproduzir ou captar o que os olhos vêem ou lêem e o que o coração sente. No bate-papo com os amigos de bar, no chimarrão com a vizinha, no recreio com os colegas de aula, numa festa, no ambiente de trabalho ou em casa com a família sempre rolam diversas conversas, vezes alegres, vezes tristes.
Mas existem narrativas que passam a ser inesquecíveis, como aquelas que os pais repassam aos filhos. Falando nisso, você que é pai ou mãe já reservou minutinhos da agenda de hoje para historiar algo para seu filho ou filha? Senão, corre, que ainda dá tempo. Não lembra de algum conto de fadas (A Bela Adormecida do Bosque, na versão do francês Charles Perrault), de aventura (As Aventuras de Robinson Crusoe, do inglês Daniel Defoe), ou fábula (A cigarra e a formiga, do francês Jean de La Fontaine ou em versões brasileiras como as escritas por Monteiro Lobato e José Paulo Paes)?
Sem problemas: utilize-se de sua própria vida. Afinal, a trajetória das pessoas é cheia de curiosidades. Os seres humanos são como caixinhas de surpresa, quanto você menos espera, alguém recupera algo do passado ou do presente e põe à mostra despertando a atenção e a emoção de quem o ouve ou vê.
Quando os pais "esquecem" de contar histórias ou falar sobre si, sobre o caminho que já percorreram ou suas pretensões, perdem a oportunidade de ampliar o contato e o relacionamento em família. E os filhos, conseqüentemente, ficam sem a chance de adquirir informações e conhecimentos que, no futuro, poderiam render novas histórias a outras gerações.
Portanto, talvez hoje seja um bom dia para vasculhar os armários e selecionar algum clássico ou obra moderna para lê-los aos filhos, esses seres que devotam a você um carinho incondicional. Se preferir, pode aproveitar as belezas e as dificuldades dos episódios que já aconteceram na própria vida para mostrar um pouco de sua história a quem lhe vê, na maioria das vezes, como herói ou heroína.(27/8/2006)

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